sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma toupeira


Nesse primeiro post pensei em falar um pouco a meu respeito, mas fui atropelada por uma estupidez e então resolvi deixar as apresentações para outro dia. 
Estava lendo uma reportagem sobre as declarações da ex-atriz, ex-capa de revista masculina, ex-mulher de Roberto Carlos, atualmente deputada no RJ, missionária da comunidade católica Canção Nova e, enfim, a burra da Myrian Rios e senti uma vontade enorme de escrever expondo minhas idéias.

Após ler as declarações infelizes desta cidadã, visitei seu blog, ligado à Canção Nova; lá, Myrian Rios publicou a declaração do Padre Sérgio Casteliano da arquidiocese de Brasília e claramente podemos perceber que ela usou da fala deste sacerdote para tentar explicar na Alerj, diante de câmeras da tv aberta e dos demais deputados, o motivo pelo qual se opõe ao projeto de lei 23/2007, que torna a orientação sexual um direito fundamental dos cidadãos do Rio.

O sacerdote utiliza-se de vários exemplos tolos para tentar convencer o leitor que este projeto de lei é inaceitável, visto que uma simples acusação de homofobia, mesmo que mentirosa, levaria a pessoa heterossexual ao xilindró.
Este mesmo sacerdote e também Myrian Rios, questionaram que contratando um empregado homossexual e o demitindo por justa causa, este homossexual poderia alegar que sofreu preconceito e o patrão seria preso.

Então vejamos, como cidadã comum e filha de empresário, bem sei como funciona a justiça do trabalho brasileira. Um funcionário demitido por incompetência ou outro motivo, caso queira, leva seu empregador à justiça com uma alegação qualquer e até mesmo falsa, tendo grandes chances de ser indenizado, através de um acordo com o patrão perante o juiz. No caso de uma acusação de preconceito, o patrão não se livrará tão facilmente da punição, podendo ser preso, não cabendo somente o acordo com o trabalhador.

Vendo por este lado e tomando como exemplo um empregado negro, alegando ter sido demitido por racismo, tendo ele como comprovar, levará seu patrão para trás das grades e, por que não prender este mesmo patrão por ele demitir um empregado por sua orientação sexual? Será que Myrian Rios se sente mais confortável ao demitir uma babá negra a uma babá lésbica? 

Pe. Paulo Sérgio Casteliano expressou: “ Se vc for contratar alguém para trabalhar na sua casa ou empresa e na primeira conversa sentir que o candidato(a) não tem as qualificações devidas, se a pessoa tiver a tal opção, adivinha o que acontece? Ou seja, ficaremos amarrados, amordaçados e mesmo que vc chore ou grite dizendo que não é homofóbico, mas que apenas pensa diferente e tinha esse direito antes, vai ser chamado de mentiroso e vai ouvir que o seu direito de pensar diferente acabou.”

A meu ver, para que a pessoa seja presa, é preciso existir comprovação do fato, testemunhas e, caso exista, que seja presa! Grite, chore, esperneie, por que a partir de agora você não terá mais o direito de ser homofóbico... pelo menos no Rio.

Quanto à associação que Myrian Rios conseguiu fazer  entre homossexuais e pedófilos, dá para perceber a completa ignorância e falta de preparo desta deputada e, portanto, me abstenho da necessidade de comentar este assunto em específico.